sábado, 23 de janeiro de 2021

 Apoio à saúde oral da infância e juventude / Dezembro 2020

Numa acção de parceria com a Bagos d'Ouro, IPSS com a missão de promover a educação de crianças e jovens do Douro, que vivem em situação de carência económica, como forma de inclusão social no território, a Ordem de Malta desenvolveu uma primeira acção de rastreio de saúde oral, aos jovens apoiados no Município de São João da Pesqueira.

Agradecemos a colaboração da COLGATE e CURAPROX que nos cederam produtos de higiene oral e escovas para oferecer a cada um dos jovens assistidos.




Foi um dia de trabalho junto dos que mais precisam de ajuda e que ajudaremos a cuidar.


quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

 Caros Voluntários e Amigos

Num Mundo onde cada vez mais é preciso sermos humanos e seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo, tenhamos consciência do que tudo o que fizermos ao mais pequeno dos nossos Irmãos será a Ele que o fazemos e será a grande boa nova que anunciamos.

Quero deixar-vos um abraço amigo com votos de que continuemos a ser Natal junto que quem mais precisa.

Que o Deus Menino e seu Primo João Baptista nos concedam a força e coragem para os imitar, sempre sob a proteção de Nossa Senhora e o exemplo de S. José,

O Hospitalário



terça-feira, 8 de dezembro de 2020

 O tempo de Advento


Deus todo-poderoso, despertai nos vossos fiéis, a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus». Estas palavras da oração colecta do primeiro domingo do Advento iluminam com grande eficácia o carácter peculiar deste tempo, com que inicia o Ano litúrgico. Ecoando a atitude das virgens prudentes da parábola evangélica, que souberam ter o azeite pronto para as bodas do Esposo[1], a Igreja chama os seus filhos a vigiar, a estar despertos para receber Cristo que passa, Cristo que vem.

Tempo de presença

AO DIZER ADVENTUS, OS CRISTÃOS AFIRMAVAM, SIMPLESMENTE, QUE DEUS ESTÁ AQUI: O SENHOR NÃO SE RETIROU DO MUNDO, NÃO NOS DEIXOU SÓS.

O desejo de ir ao encontro, de preparar a vinda do Senhor[2], situa-nos perante o termo grego parusia, que o latim traduz por adventus, donde deriva a palavra Advento. De facto, adventus pode-se traduzir por “presença”, “chegada”, “vinda”. Não se trata, de resto, de uma palavra criada pelos cristãos. Na Antiguidade utilizava-se, em ambientes profanos, para designar a primeira visita oficial de um personagem importante – o rei, o imperador ou algum dos seus representantes – com motivo da sua tomada de posse. Também podia indicar a chegada da divindade, que sai do seu segredo para se manifestar com força, ou para receber culto. Os cristãos adotaram o termo para expressar a sua relação com Jesus Cristo: Jesus é o Rei que entrou nesta pobre “província”, a nossa terra, para nos visitar a todos; um Rei que convida a participar na festa do seu Advento todos os que acreditam n’Ele, todos os que estão convictos da sua presença entre nós.

Ao dizer adventus, os cristãos afirmavam, simplesmente, que Deus está aqui: o Senhor não se retirou do mundo, não nos deixou sós. Mesmo que não possamos vê-lo ou tocá-lo, como acontece com as realidades sensíveis, Ele está aqui e vem visitar-nos de muitos modos: na leitura da Sagrada Escritura; nos sacramentos, especialmente na Eucaristia; no ano litúrgico; na vida dos santos; em tantos episódios mais ou menos prosaicos, da vida quotidiana; na beleza da criação... Deus ama-nos, conhece o nosso nome, interessam-Lhe todos os nossos assuntos e está sempre presente junto a nós. Esta certeza da sua presença, que a liturgia do Advento nos sugere discretamente, mas com constância ao longo destas semanas, não esboça uma nova imagem do mundo ante os nossos olhos? “Esta certeza que a Fé nos dá faz-nos olhar o que nos cerca a uma luz nova e, permanecendo tudo igual, leva-nos a ver que tudo é diferente, porque tudo é expressão do amor de Deus”[3]

Uma memória agradecida

O Advento convida-nos a parar, em silêncio, para captar a presença de Deus. São dias para tornar a considerar, com palavras de S. Josemaria, que “Deus está junto de nós continuamente. - Vivemos como se o Senhor estivesse lá longe, onde brilham as estrelas, e não consideramos que também está sempre ao nosso lado. E está como um pai amoroso - quer mais a cada um de nós do que todas as mães do mundo podem querer a seus filhos - ajudando-nos, inspirando-nos, abençoando... e perdoando”[4].

Se nos embebermos desta realidade, se a considerarmos frequentemente no tempo do Advento, sentir-nos-emos animados a dirigir-Lhe a palavra com confiança na oração, e muitas vezes durante o dia; apresentar-Lhe-emos os sofrimentos que nos entristecem, a impaciência e as perguntas que surgem do nosso coração. É este um momento oportuno para crescer em nós a certeza de que Ele sempre nos ouve. «Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. Meu Deus, em Vós confio. Não seja confundido»[5].

Compreenderemos também como os matizes às vezes inesperados de cada dia são sinais pessoalíssimos que nos dirige Deus, sinais do seu olhar atento sobre cada um de nós. Acontece que costumamos estar muito atentos aos problemas, às dificuldades, e, às vezes, mal nos ficam forças para perceber tantas coisas belas e boas que vêm do Senhor. O Advento é um tempo para considerar, com mais frequência, como Ele nos protegeu, guiou e ajudou nas vicissitudes da nossa vida; para louvá-Lo por tudo o que fez e continua a fazer por nós.

O facto de estarmos vigilantes e atentos aos pormenores do nosso Pai do céu, termina em ações de graças. Cria-se assim em nós uma memória do muito que nos ajuda, também nas horas obscuras das dificuldades, dos problemas, da doença, da dor. «A alegria evangelizadora - escreve o Papa - refulge sempre sobre o horizonte da memória agradecida: é uma graça que precisamos de pedir»[6]. O Advento convida-nos a escrever, por assim dizer, um diário interior deste amor de Deus por nós. «Julgo que vós, tal como eu, ao pensar nas circunstâncias que acompanharam a vossa decisão de vos esforçardes por viver integralmente a fé, dareis muitas graças ao Senhor e tereis a convicção sincera - sem falsas humildades - de que não há mérito algum da vossa parte”[7].

Deus vem

A ALEGRIA EVANGELIZADORA REFULGE SEMPRE SOBRE O HORIZONTE DA MEMÓRIA AGRADECIDA: É UMA GRAÇA QUE PRECISAMOS DE PEDIR (PAPA FRANCISCO).

Dominus veniet![8] Deus vem! Esta breve exclamação abre o tempo do Advento e ressoa especialmente ao longo destas semanas, e depois, durante todo o ano litúrgico. Deus vem! Não significa apenas que Deus tenha vindo em tempos, como uma coisa do passado; também não é um simples anúncio de que Deus virá, num futuro que poderia não ter excessiva transcendência para o nosso hoje e agora. Deus vem: trata-se de uma ação sempre em andamento, está a acontecer, acontece agora e continuará a acontecer com o transcurso do tempo. Em todo o momento, “Deus vem”: em cada instante da história, o Senhor continua a dizer: «Meu Pai não cessa de trabalhar, e Eu também trabalho»[9].

O Advento convida-nos a tomar consciência desta verdade e actuar em consequência. «Chegou a hora de nos levantarmos do sono»; «Vigiai, pois, orando sem cessar»; «O que vos digo a vós, digo a todos: Vigiai!»[10] São chamadas da Sagrada Escritura, nas leituras do primeiro domingo do Advento, que nos lembram as constantes vindas, adventus, do Senhor. Nem ontem, nem amanhã, mas hoje, agora. Deus não está apenas no Céu, desinteressado de nós e da nossa história; na realidade, Ele é o Deus que vem. A meditação atenta dos textos da liturgia do Advento ajuda-nos a preparar-nos, para que a sua presença não nos passe despercebida.

Para os Padres da Igreja, a “vinda” de Deus – contínua e, por assim dizer, conatural com o seu próprio ser – concentra-se nas duas principais vindas de Cristo: a da sua encarnação e a da sua vinda gloriosa no fim da história[11]. O tempo do Advento desenvolve-se entre estes dois pólos. Nos primeiros dias sublinha-se a espera da última vinda do Senhor no fim dos tempos. E, à medida que se aproxima o Natal, vai abrindo caminho a memória do acontecimento de Belém, onde se reconhece a plenitude dos tempos. «Por este duplo motivo, o Tempo do Advento apresenta-se como um tempo de piedosa e alegre expectativa»[12].

O prefácio I do Advento sintetiza este duplo motivo: «Ele veio pela primeira vez, na humildade da sua natureza humana, para realizar o eterno desígnio do Vosso amor e abrir-nos o caminho da salvação; de novo há-de vir, no esplendor da sua glória, para nos dar em plenitude os bens prometidos que, entretanto, vigilantes na fé, ousamos esperar»[13].

Dias de espera e esperança

DEUS NÃO ESTÁ APENAS NO CÉU, DESINTERESSADO DE NÓS E DA NOSSA HISTÓRIA; NA REALIDADE, ELE É O DEUS QUE VEM.

A espera é, portanto, uma nota fundamental do Advento; mas uma espera que o Senhor vem tornar esperança. A experiência mostra-nos que passamos a vida à espera: quando somos crianças, queremos crescer; na juventude aspiramos a um amor grande, que nos satisfaça plenamente; quando adultos, procuramos realizar-nos na profissão, o sucesso determinante para o resto da nossa vida; quando atingimos uma idade avançada aspiramos ao merecido descanso. Todavia, quando estas esperanças se realizam, ou também quanto fracassam, percebemos que isto, na realidade, não era tudo. Precisamos de uma esperança que vá para além do que pudemos imaginar, que nos surpreenda. Por isso, mesmo que haja esperanças mais ou menos pequenas que, dia após dia, nos mantêm no caminho, na realidade, sem a grande esperança – a que nasce do Amor que o Espírito Santo colocou no nosso coração[14] e aspira a esse Amor – todas as outras não bastam.

O Advento anima-nos a perguntar-nos, que esperamos? Qual é a nossa esperança? Ou, com mais profundidade, que sentido tem o meu presente, o meu hoje e agora? «Se o tempo não foi preenchido por um presente dotado de sentido, – dizia Bento XVI – a espera corre o risco de se tornar insuportável; se se espera algo, mas neste momento não há nada, ou seja se o presente permanece vazio, cada instante que passa parece exageradamente longo, e a expectativa transforma-se num peso demasiado grave, porque o futuro permanece totalmente incerto. Ao contrário, quando o tempo é dotado de sentido, e em cada instante compreendemos algo de específico e de válido, então a alegria da espera torna o presente mais precioso»[15].

Um presépio para o nosso Deus

O TEMPO DO ADVENTO RESTITUI-NOS O HORIZONTE DA ESPERANÇA, UMA ESPERANÇA QUE NÃO DECECIONA, SIMPLESMENTE PORQUE O SENHOR NUNCA DESILUDE (PAPA FRANCISCO).

O nosso tempo presente tem um sentido porque o Messias, esperado durante séculos, nasce em Belém. Esperamo-lo com renovado entusiasmo na companhia de Maria e José, com a assistência dos nossos Anjos da guarda. Vindo Cristo para estar connosco, oferece-nos o dom do seu amor e da sua salvação. Para os cristãos, a esperança está animada por uma certeza: o Senhor está presente ao longo de toda a nossa vida, no trabalho e nos problemas quotidianos; acompanha-nos e um dia enxugará também as nossas lágrimas. Um dia, não muito longínquo, tudo chegará a realizar-se no reino de Deus, reino de justiça e de paz. «O tempo do Advento (...) restitui-nos o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque está fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não decepciona, simplesmente porque o Senhor nunca desilude»[16]

O Advento é um tempo de presença e de espera da eternidade; um tempo de alegria, de uma alegria íntima que nada pode eliminar: «hei-de ver-vos de novo – promete Jesus aos seus discípulos – e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos tirará a vossa alegria»[17] A alegria no momento da espera é uma atitude profundamente cristã que vemos realizada em Nossa Senhora: Ela, desde o momento da Anunciação, «esperou com inefável amor de mãe»[18] a vinda do seu Filho, Jesus Cristo. Por isso, também Ela nos ensina a esperar sem angústia a chegada do Senhor, ao mesmo tempo que nos preparamos interiormente para esse encontro, com o entusiasmo de “construir com o coração um presépio para o nosso Deus”[19].

Juan José Silvestre

[1] Cfr. Mt 25, 1ss.

domingo, 28 de junho de 2020

Entrega de Máscaras e Material de desinfecção - Anti COVID 19

Devido às restrições e medidas de defesa sanitária inerentes à situação de pandemia de SARS-CoV-2, que origina a doença COVID 19, a Ordem de Malta entregou já cerca de 600 máscaras e alguns litros de desinfetante para as mãos em algumas Instituições (IPSS e Paróquias)  do Interior norte.

Entregou também computadores em duas Paróquias de Lisboa, com vista à ajuda na catequeses aos jovens.

É uma pequena ajuda simbólica da presença da Ordem junto de quem mais precisa.








Entrega de computadores para aprendizagem à distância

Com a colaboração da A-to-Be a Ordem de Malta conseguiu 5 computadores portáteis com câmara que irão permitir a aprendizagem a alunos menos favorecidos no interior norte de Portugal.
Desses, 3 foram entregues à Associação Bagos d'Ouro que trabalha na promoção das condições de vida e aprendizagens de jovens na zona do Douro Interior e outros 2 entregues diretamente a alunos da Escola Profissional de Moimenta da Beira.
Acção simples e que visa permitir a continuação dos estudos com as aulas à distância a estes jovens.

domingo, 7 de junho de 2020

Entrega de Kits Anti Covid 19 no E.P. de Caxias - Lisboa

Uma vez que, devido às restrições impostas pela Pandemia de COVID19, não é possível visitar os reclusos desde o inicio do mês de março, a equipa de Pastoral Penitenciária de Lisboa, coordenada pela Senhora Dona Isabel de Albuquerque - Dama de Honra e Devoção da Ordem e atual Vice Presidente do Conselho de Direcção da Assembleia dos Cavaleiros Portugueses, e uma equipa de voluntários onde se incluíram os Cavaleiros Miguel de Pape - atual Tesoureiro da Assembleia Portuguesa, e Duarte Noronha Pizarro, procederam à entrega de 450 kits utilitários para os reclusos de Caxias.
Os Kits, previamente preparados por muitas Famílias de Membros da Ordem, visam lembrar os reclusos que há quem pense e ore por eles neste tempo de confinamento obrigatório e que, apesar de suspensas as visitas, são lembrados pela Ordem de Malta.
Pequenos gestos com grande alcance para quem mais precisa.


domingo, 3 de maio de 2020

Acção Anti COVID 19 LISBOA

Acções da Equipa de Voluntários do CVOM em Lisboa


A equipa de Voluntários da Ordem de Malta iniciou o trabalho de assistência às pessoas sem abrigo, em colaboração com a C.M. de Lisboa, no inicio de abril.
Encontrando-se junto desses irmãos mais necessitados, no Pavilhão da Tapadinha, onde em turnos diários, durante o dia ou a noite, se vão mantendo ao serviço de quem mais precisa, no sentido de lhes proporcionar um tecto e condições de maior defesa nesta pandemia que vivemos.
Nessa acção, têm sido disponibilizados alguns computadores portáteis e livros para ocupação do tempo.
Além dessa assistência, têm também desenvolvido, com a participação activa de membros da Ordem, uma série de acções de auxílio a pessoas necessitadas, nomeadamente ao Consulado Honorário do Brasil em Fátima, com a oferta de cabazes com produtos alimentares a cidadãos brasileiros em trânsito por Lisboa e à espera de condições para regressarem ao Brasil.
No apoio à Paróquia de Nª. Srª. da Assunção de Vialonga, em colaboração com o Banco Alimentar, foram recolhidos e entregues produtos alimentares para distribuição junto das 84 famílias carenciadas apoiadas pela mesma.
Foram, também, entregues à Paróquia, quatro computadores oferecidos pela companhia UNA SEGUROS e com a assistência técnica da HBPro - Serviços de Informática, com vista ao desenvolvimento da catequese juvenil.






sexta-feira, 3 de abril de 2020

Anti COVID 19 - Apoio aos Sem Abrigo no Hospital Joaquim Urbano - Porto


A acção iniciou-se no passado 24 de março e estendeu-se até ao dia 10 de Maio, em permanência e em estreita colaboração com a Câmara Municipal do Porto que assegura a logística.
A nossa equipa de voluntários, recolheu 54 os Irmãos que viviam nas Ruas do Porto levando-os para local seguro onde tiveram abrigo, alimentação e higiene, roupa lavada, uma cama e quem olhe por eles!
Na simplicidade de uma ajuda franca e coordenada, evita-se o contágio da terrível COVID 19 e permitiu-se uns dia de refúgio longe dos perigos da Rua e o encaminhamento de vários irmãos para projectos de recuperação.
Integrados no Plano de Contingência da cidade do Porto, os nossos voluntários enfrentam tudo em benefício dos que mais precisam!
O que é certo é que testadas todos os voluntários e assistidos não houve nenhum caso de infecção por SARS-CoV-2 e portanto o sucesso foi mesmo total!






sábado, 21 de março de 2020

Oração de quem Serve


Oração de quem Serve



Senhor Jesus, que nos chamaste a estar preparados nas fronteiras do serviço e do amor por todos: faz-Te presente entre nós, para que também nós possamos estar sempre presentes onde se escute o lamento de um Homem.

Faz-nos generosos na entrega, oportunos na acção e eficazes no socorro ao próximo. Instrumentos de Bem onde façamos falta.

Pedimos a Tua ajuda a Ti que És o Ideal das nossas vidas, e que vives e reinas pelos séculos dos séculos.



Amén

AJUDA COVID 19 - PORTO

Caros Voluntários,



Neste contexto de pandemia vivemos, a Camara Municipal do Porto veio, junto da Ordem de Malta, pedir ajuda no apoio aos sem abrigo. 
Esta população, considerado um segmento de risco, necessita de cuidados especiais, nesta fase numa lógica de prevenção.

A C M Porto vai recolher cerca de 40 pessoas sem abrigo, no Antigo Hospital Joaquim Urbano a partir da próxima terça-feira, para garantir que estas pessoas se mantêm na medida do possível afastados de potenciais fontes de contágio de COVID-19.

Dentro desta iniciativa a C M Porto necessita de voluntários que estejam disponíveis a garantir o acompanhamento destas pessoas no Antigo Hospital, servindo as refeições, promovendo os cuidados de higiene, acompanhando socialmente e assegurando que estas pessoas se mantêm o mais possível dentro do perímetro daquelas instalações.

A escala de voluntariado que está a ser preparada compreende turnos de manhã (8h – 15h) e tarde (15h – 22h). 
Assim, importa agora conhecer a vossa disponibilidade para participarem nesta iniciativa que se iniciará na próxima terça-feira dia 24 e durará até Domingo dia 29 de Março. É necessário que cada voluntário se comprometa a assegurar pelo menos um turno (manhã ou tarde).

Será fornecido material de protecção (máscaras, luvas e avental), no entanto estaremos a falar numa população de risco e não uma população infectada.

Por isso, pedimos que confirmem se têm capacidade para assegurar algum/alguns dos turnos propostos e em que dias, sendo que será necessário garantir pelo menos dois voluntários por turno. Pedíamos o favor de comunicarem a vossa disponibilidade com a máxima brevidade para podermos organizar este serviço de apoio a quem realmente muito necessita.

Obrigado pela disponibilidade e esperamos ouvi-los em breve, de preferência até Domingo para conseguirmos organizar tudo


Enviar mensagem para cvom.geral@gmail.com

Abraços!

domingo, 20 de outubro de 2019

A Obra Social Menino Deus e sua ligação com as Obras Hospitalárias da Assembleia Portuguesa

Os primeiros contactos entre a Assembleia dos Cavaleiros Portugueses da Ordem Soberana e Militar de Malta (ACPOSMM) e o Centro Social Menino Deus tiveram início da década de 80 do século vinte. 
O objectivo, até 2007, foi levar o máximo de alegria aos idosos do centro de dia, uma vez por mês ao sábado à tarde. 
A partir de 2012, a ACPOSMM, tendo celebrado um acordo com o Banco Alimentar, tornou-se intermediária entre ambas as Instituições, assegurando o transporte dos alimentos doados semanalmente. 
A acção mantém-se até hoje, ao cuidado da voluntária Dona Mariana Fiúza da Silveira. 
Desde Maio 2019, as Obras Hospitalárias designaram a Dama Dra. Joana Luisa Nigra de Castro e Sousa de Noronha - DGD e assessora do Conselho, como Coordenadora desta assistência para, em conjunto com a mesma voluntária, desenvolver uma acção de apoio mais extenso na Obra Jardim de Infância do Centro Social Menino Deus. 
Esta é  uma escola católica, coordenada pelas Irmãs de São José de Cluny, desde 1945, a pedido do então Cardeal Cerejeira,  tendo, inicialmente, funcionado como lar de raparigas e casa de acolhimento para Irmãs doentes. 
A sua pedagogia de base fundamenta-se nos conceitos da Madre Ana Maria Javouhey, que nasceu em dia 10 Novembro, no ano da revolução Francesa, e que, após os seus 19 anos, se consagrou por completo a servir os pobres e educar as crianças. 
O lema essencial da obra é o amor ao próximo: "estando em toda a parte onde há bem a fazer e dor a aliviar". 
Esta pedagogia assenta, simultaneamente, na transmissão de afectos e na preparação para um futuro individual na sociedade. 
Em resumo, pretende-se o desenvolvimento integral da pessoa humana em toda a sua dignidade e a realização das suas potencialidades. 
Em Lisboa, a Obra está localizada muito perto da Igreja de Santa Luzia, sede da Ordem de Malta, na Calçada do Menino Deus, 27 e pertence à freguesia de Santa Maria Maior (que envolve 12 antigas freguesias), onde existe grande diversidade étnica. 
É responsável a Irmã Idalina Bernardo. O espaço é um antigo convento da Ordem Terceira de São Francisco e serviu de Hospital com várias valências, como apoio aos sem abrigo, tendo sido construído entre 1738-1751. Foi considerado o maior, e de mais perfeito traçado, hospital da Ordem Terceira em Lisboa.

O jardim de infância (3-6 anos) e o Centro de Dia de Idoso foram criados em 1971. 
Em 2006 criou-se um ATL (6-9 anos). Em 2007 o Centro de dia do Idoso foi encerrado. Em 2014, foi fechado o ATL e deu-se início à obra da creche (1-2 anos). 
Neste momento, trata-se de uma IPSS, com cerca de 125 crianças, creche e jardim-de-infância (1 - 6 anos, provenientes de 12 países, com famílias não funcionais em geral e de nível socioeconómico bastante baixo). Horário: das 8:00 às 18:30 e encerramento para férias em Agosto e nos feriados. 
A obra desenvolve um papel muito importante na formação integral da criança, dando as ferramentas necessárias para que elas se tornem adultos sãos e possam contribuir para um mundo melhor.
O tema central para 2018/2021 é: "Uma Escola, Mil Vivências". 
A ACPOSMM está a preparar uma colaboração com vivências únicas ao longo deste ano.
Já promovemos  pintura de uma parede com 20 metros do parque infantil do pré-escolar, com a ajuda permanente da Irmã Idalina Bernardo, de funcionários e familiares das crianças do Centro Social Menino Deus e voluntários da Ordem de Malta. 
O desenho da parede foi idealizado por uma educadora da creche, em papel A4, colorido a lápis de cor e depois desenhado na parede a lápis de carvão, pela mesma educadora, que também fez parte da equipa da pintura. 
Começámos no dia 2 de Agosto e conclui-se em de 5 de Agosto. O parque tornou-se colorido, muito mais alegre e apelativo para as crianças. 
Elaboramos a candidatura PROCOOP, submetida com sucesso em 14/8/2019, para se ampliar o apoio a um maior número de crianças, de que se aguarda resultado. 
Fez-se, também, uma campanha de angariação de donativos e material escolar em espécie: revelou generosidade de muitos e deu muita alegria à equipa educativa e permitiu a oferta de Kits com material escolar para os meninos.

Temos ainda um projecto de ajuda à obra:




a) Professora de Inglês, ou alguém que domine a língua para dar iniciação. 

b) Espaço Físico: - Alterar e tornar mais seguros os parques Infantis exteriores da creche         e do pré-escolar. 
   c) Material: 2 televisões, 2 leitores DVD, projector, rádios e leitores de CDs. 

Próximas acções de voluntariado:

Outubro: 
dia 8, Sessão de cinema às com pipocas e sumos 
dia 30: Rastreio em Saúde Pré Escolar (3 Pediatras e 3 Enfermeiras) 
Novembro:

dia 15 Rastreio em Saúde Creche (2 Pediatras e 3 Enfermeiras) 
Dezembro: 
dia 16, Atelier de Natal

“O projecto é sempre um espaço de construção inacabado" e, por isso, gostaríamos de contar com a vossa ajuda ao longo do ano, e podermos consolidar uma equipa de voluntários para o garantir.


quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Assistência aos Peregrinos de Santiago - Santiago de Compostela 26/08 a 01/09/2019

No final deste mês de Agosto e até 01 de Setembro, uma equipa de voluntários portugueses, constituída por Membros da Ordem e Voluntários do CVOM, prestarão apoio aos peregrinos em Santiago de Compostela, em colaboração com a Assembleia Espanhola.
Encontrar-se-ão na Oficina do Peregrino todos os dias das 9 h às 20h para acolher e ajudar a tratar todos os peregrinos que necessitem, bem como dar-lhes indicações úteis e orienta-los para as celebrações Eucarísticas nas imediações, onde também estarão presentes (12 h Missa e Bênçãos dos Peregrinos na igreja de S. Francisco, perto da Praça do Obradoiro).




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terça-feira, 30 de abril de 2019

Campanha de Assistência aos Peregrinos de Nossa Senhora de Fátima - Maio 2019

Os postos de assistência aos peregrinos que se situam ao longo das estradas que conduzem à Cova da Iria no mês de Maio, junto da nossa Santíssima Mãe, encontram-se distribuídos com uma cadência de cerca de 1 dia de caminho, ficando a Norte e a Sul do Santuário, com a seguinte distribuição:

A norte de Fátima:

Carvalhos (Gaia): 4 e 5
Vila Real (junto ao Quartel - final da manhã): 4
Termas do Carvalhal (Castro Daire): 5 e 6
Sabugosa (Ecopista a seguir a Viseu): 7 e 8
Lameiras (Santa Comba Dão a seguir a Vimieiro): 7 (fim da tarde)  8 e 9
Águeda (perto do Continente): 6 a 8
Santa Luzia (antes de Coimbra): 7 a 9
Condeixa (parque do Restaurante Casa da Júlia): 8 a 10
Barracão (centro): 9 a 11
Caranguejeira (Escola de Olivais): 9 a 11
Santa Catarina da Serra (pavilhão ao lado da igreja): 10 a 12

A sul de Fátima:

Alcácer do Sal: 4
Azambuja (Quartel dos B.V.): 8 a 10
Coruche (Praça de Touros): 9 e 10
Alcanhões (largo J.F.): 9 e 10
Pernes (Quartel dos B.V.): 9 a 11
Alcanena : 10 e 11
Minde: 10 e 11
Covão do Coelho: 12
Boleiros: 12
Vila Nova de Santo André (Fátima): 12


Neles poderão encontrar voluntários preparados para tratar das mazelas do corpo mas também ajudar noutras situações.
Terão, na maior parte deles, um Sacerdote a quem se dirigir e  poderão participar na Celebração Eucarística que acontece diariamente às 18 h.
Desejamos uma Santa Peregrinação a todos!



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Natal com o Deus Menino




No dia de Natal há, entre nós,  a tradição de beijar a Imagem do Menino Jesus no final da Celebração Eucarística.
Há já alguns anos que em Vila Cova a Coelheira (Vila do Município de Vila Nova de Paiva - Distrito de Viseu) antigo território da Comenda Magistral da Ordem em Portugal, no dia de Natal, um grupo de voluntários vai buscar e transporta a Imagem venerada na igreja de S. João Baptista levando-a depois  até aos idosos do "Lar Cruz de Malta" e a outros que não se podendo deslocar à igreja, se encontram em suas casas.
São momentos de verdadeira Missão. O gesto de levar a Imagem do Menino Deus e tudo o que ela representa - o Calor e Luz do presépio de Belém - o Amor de Deus pelos Homens e o Amor entre eles, junto dos que não podem, são, também, o cumprimento do Tuitio Fidei et Obsequium Pauperum na sua mais singela grandeza.










quarta-feira, 17 de outubro de 2018

6ª Peregrinação do CVOM - doentes e Idosos - Outubro de 2018

Um grupo de voluntários do CVOM, coordenado pela Sr.a Enfª Adriana Alves Pinto e pelo Presidente do CVOM,  participou na Peregrinação Aniversária de Outubro, nos dias 12 e 13, no Santuário de Fátima.
Nos dias 12 e 13 concretizou-se uma jornada de oração, com a participação nas Cerimónias e com a orientação de um Guião de Oração que agradecemos ao Rev. Pe Luis Miguel da Costa - Capelão Magistral,  mas também ocasião de serviço no Santuário, onde ajudamos nos que nos foi pedido, acolitando na distribuição da Sagrada Comunhão e na formação de um cordão de segurança no recinto. Alguns voluntários do Núcleo do Sul juntaram-se ao grupo, uma vez que ainda se encontravam a trabalhar na assistência aos Peregrinos e também dois





voluntários da Assembleia Espanhola. No dia 13 esteve presente o Senhor Dr. Dom Augusto Albuquerque de Athayde, Conde de Albuquerque.
Mais uma vez agradecemos toda a gentileza e ajuda dada pela Paróquia de Santa Catarina da Serra e do seu Lar de Idosos, na pessoa do Rev. Pe. Mário de Almeida Verdasca, que nos acolheu e cedeu as instalações para pernoita e refeições. Bem Hajam!

Assistência aos Peregrinos a Sul de Fátima - Outubro 2018

A peregrinação de outubro tem uma grande expressão no território a Sul de Fátima.
Grupos organizados de peregrinos percorrem os caminhos que levam à Cova da Iria e o CVOM, por intermédio do seu grupo de voluntários do Núcleo Sul com sede em Coruche, organizam a assistência diária aos vários grupos em pontos de descanso combinados.
Este ano os trabalhos iniciaram-se a 3 de Outubro em Benavente, até 13 em Alcanena e Fátima,  contemplando ainda mais 23 locais de assistência ao longo do caminho ( Alcochete, Almeirim, Pernes, Coruche, Santiago do Escoural, Lavre, Raposa, Alcanhões, Moitas Venda, Malhou, Arraiolos, Cabeção, Montargil, Montemor o Novo, Ribeira de Santarém, Muge, Tapada, Glória do Ribatejo, Santarém, Cartaxo, Quinta Nova, Covão do Coelho e Boleiros).
Nestes postos e dias foram efectuados mais de 700 tratamentos, com uma equipa de voluntários do Sul, coordenados no terreno pela Sr. Profª Emília Teixeira e supervisionados pelo Rev. Pe Ricardo Lameira e pelo Presidente do CVOM.
Mais uma vez se concretizou o "Tuitio Fidei et Obsequim Pauperum" nos quais se funda a Ordem Soberana e Militar e Hospitalária de S. João de Jerusalém dita de Rodes, dita de Malta, mais conhecida actualmente por Ordem de Malta.
Bem Haja a todos os voluntários por mais este meritório empenho.